segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A Piometra e o Susto

Só agora me sinto um pouco recomposta depois do turbilhão do final de semana.

No sábado, pela manhã, a Ninna não quis comer. Achei meio estranho, ela é a minha i-eat-everything-machine, mas como estava oferecendo pés-de-galinha, pensei que ela não estivesse com vontade de comer a iguaria naquele momento. Percebi que ela estava mais quieta que o normal, mas como ela é a própria montanha russa emocional, chegando a ficar de mal de mim quando limpo seus ouvidos, preferi observá-la durante o decorrer do dia.

Na refeição da tarde, os cães foram para dentro dos crates e uma nova refeição foi servida.
Quando a Ninna recusou coração de boi, com yogurte e purê de vegetais eu tive certeza que algo estava errado. Tirei-a do crate e quando a abracei, uma descarga de sangue veio dela.
Foi o tempo de calçar minhas Havaianas, colocá-la no carro e, do caminho, já ir ligando para o veterinário com a certeza a maldita piometra.

Quando chegamos na clínica, nossa Ninnoca estava entregue. Frágil... Debilitada... Perdendo sangue. Escrever isso me faz reviver aqueles momentos de sábado à noitinha, e a tristeza que sinto agora é a tristeza daquele dia. A sensação de impotência ao ver minha menininha correndo um risco de vida tão eminente e, eu ali, sem nada poder fazer por ela - apenas me culpando por não ser onipotente, onipresente e onisciente.

O diagnóstico dado pelos vets era mesmo piometra. Naquela mesma noite ela foi operada. Deus foi muito bom e a protegeu de um mal maior!
Ela permaneceu internada até hoje e já voltou para casa querendo fazer estripulias no carro. Ah, Ninna, o carro era todo seu!!!

Está meio enjoadinha para comer. Recusou alimentação natural batida no processador.
Mas, sentiu o cheiro da massa do nhoque que comprei no VerdeMar (benditos R$ 42,90) e foi para a cozinha ver o que estávamos comendo. Filou um pouquinho da massa e agora está aqui, no meu quarto, dormindo como um anjinho.