quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Doar? É amar.

Existem algumas contingências na vida que OBRIGAM uma pessoa a privar-se da companhia de seu cão.
Obviamente, deveriam ser situações extremas e, neste caso, o bem estar do animal deveria ser levado em conta tanto quanto o nosso bem estar.

É muito comum ler, por aí, absurdos como este:

"Tenho 2 staffordshire uma adulta (ate o fim do ano já deve estar entrando no cio para cobertura) e outra fêmea filhote para vender ou trocar por filhote ou por objetos do meu interesse
Aos amigos que poderem ajudar ou souberem quem tenha interesse, favor entrar em contato."

Não seria melhor castrar os cães e doar a alguém que fosse, genuinamente, zelar por eles?
Pois é...

Mas, navegando pela net, tive a felicidade de encontrar este anúncio de doação de uma frenchie, que entendi, quase como um Poema de Amor:

A Larissa é uma fêmea de buldogue francês, tem dois anos, está vacinada, castrada e 100% saudável.
Optamos desde o início por pessoas que já conheçam o manejo da raça justamente para evitar devoluções por falta de experiência na adaptação. Desta forma, agora precisamos de alguém que impreterivelmente conheça a raça.
Nossos critérios serão seguidos a risca neste caso, sem concessões.
Por isso, a Larissa será doada:
- Somente para São Paulo/Capital;
- Exclusivamente para pessoas que conheçam o manejo do bulldog preferencialmente por já ter convivido com um;
- Pessoas que não tenham animais menores do que ela;
- Pessoas que não tenham medo de adaptar a cachorrinha com a rotina da casa;
- Pessoas que tenham consciência de que irão receber um animalzinho que não virá sabendo exatamente onde dormir, que horas comer e a quem deve amar;
- Pessoas que tenham tempo e que compreendam que QUALQUER adaptação leva alguns dias;
- Pessoas que preferencialmente tenham plena autonomia e, deste modo, que sejam as únicas responsáveis pelo trato do animal. Isso significa que buscamos alguém que more sozinho ou com marido/esposa/filhos e que não precise se desfazer do cachorro porque X ou Y não se adaptaram a ele. Por experiência própria, nos reservamos o direito de não doá-la a pessoas que a querem por:
- ser bonitinha, pequena, porque o filho pediu de presente, porque sempre sonharam em ter um ou a pessoas que morem com os pais e que não tenham poder de decisão. Isso pode parecer antipático, mas é só mais uma tentativa de deixar a cachorrinha definitivamente num lar. Peço que pessoas de outros estados não insistam na adoção. Isso se faz necessário porque entregamos pessoalmente nossos animais e em caso de problemas, podemos garantir a retirada.
Importante: o temperamento dela. A cachorrinha é dócil demais, brinca muito, precisa de passeios diários, não destrói nada, faz xixi no jornal. Tem personalidade forte e precisa de um dono que desde o começo mostre que é o líder. Não é agressiva, mas precisa de pulso. Pode ser possessiva com alguns objetos (brinquedo por exemplo). Mas, acima de tudo, É UM CACHORRO.
Parece idiotice o que vou dizer, mas cães fazem cocô, xixi, latem (no caso da Larissa pouquíssimo), precisam de limites, de passeios e de banhos.
Tenha consciência de que apesar de ser “de raça”, Larissa é um cão que sente como qualquer outro e que precisa de um dono sério e disposto a cuidar dela como se deve.

Parabéns!