sábado, 22 de novembro de 2008

Vacinação, Parte III

Até onde eu saiba, os problema relacionados com over-vaccination ou vaccinosis (vale a pena Googlear) estão sendo discutidos por muitos veterinários, de todas as partes do mundo, exceto os que eu conheço.

Se houver algum veterinário brasileiro que acompanhe este blog, que faça seus estudos baseado em artigos científicos publicados em revistas idôneas e que, queira se manifestar, contra ou a favor, sinta-se à vontade. Será um enorme prazer ouvir sua opinião.

Segundo os artigos que li, Glickman L.T. (Department of Veterinary Pathobiology, Purdue University, Indiana, USA), Schultz, R.D. (University of Wisconsin-Madison, School of Veterinary Medicine, Wisconsin, USA), Dodds, W.J. e outros pesquisadores, o efeito colateral da vacinação não se limita a reação anafilática que pode acontecer no momento de sua aplicação.

Parece-me que a primeira coisa que deve mudar na mentalidade das pessoas - inclusive na de muitos veterinários - é que as vacinas não são desprovidas de efeitos nocivos. Segundo os pesquisadores, a vacinação confunde o sistema imune e a over-vaccination pode levar a quadros de patologias auto-imunes, que os veterinários, inadvertidamente, explicam como "uma questão genética" ou "coisas da idade". Essas respostas auto-imunes podem manifestar-se como alergias, gastroenterites crônicas, epilepsia, alteração de comportamento, tipos diversos de leucemia, tumores, alopécia, coceira e uma gama enorme de sintomas.

Bem... como profissional da área de saúde, pesquisadora e eterna estudante, sei que um estudo para avaliar os efeitos colaterais da over-vaccination é muito complexo, e pode gerar vários erros de amostragem, uma vez que a idade do cão é um próprio complicador, pois permite que a genética e mais fatores externos interfiram no processo.
Entretanto, quem garante que não há realmente interferência do excesso de vacinas feitas?
A propósito, nos meus próprios filhos, o esquema vacinal mais pesado foi no 1º ano de vida. Não tenho que ficar repetindo as vacinas anualmente.
As vacinas contra vírus produzem imunidade por tempo enorme.
Tétano = 10 anos.
Rubéola = 10 anos.
Febre amarela = 10 anos.
Não é estranho termos que vacinar os cães anualmente contra doenças viróticas?
Isso me parece muito mais uma questão mercadológica.

Não estou aqui falando o que deve ser feito.
A minha intenção é levantar uma questão na mente de cada um, porque há algo que não se encaixa. E eu procuro uma resposta!

De qualquer maneira, para os meus cães, não farei a vacinação antes de titular os anticorpos sanguíneos.
Se os anticorpos para parvovirose, cinomose, hepatite infecciosa e raiva estiverem com titulação boa, não farei a vacinação.
A coronavirose não é importante em adultos machos imunocompetentes, pois essa doença atinge apenas filhotes.
No meu caso, é importante fazer a titulação nas fêmeas "reprodutoras", pois elas precisam passar estes anticorpos no colostro, para os filhotes.

Este é o resumo de um artigo interessante, em inglês, que vale a pena ser lido.