quinta-feira, 16 de abril de 2009

Hoje

"... e a mãe que perdeu seu filho, ia todos os dias no quarto, como se nada tivesse acontecido. E arrumava a sua cama, ajeitava o travesseiro, como se a qualquer momento ele fosse chegar e dormir."

Nunca me esqueci deste trecho de um livro de Rubem Alves.

A morte provoca sensaçõs estranhas de negação, raiva, tristeza e aceitação. É o que dizem.

Preparando a comida dos cães, já me peguei arrumando uma refeição a mais...
Não consigo desvincular Risquinho das suas coisinhas... seu ossodu, sua bolinha, sua caminha, seu crate. Nossa, seu crate é a pior coisa. Ela não compartilhava seu refúgio com ninguém.

Sinto muita raiva de mim por não estar aqui para salvá-la. Ah, se eu estivesse...
Lembrar o passado, viver o presente dói. Tudo dói muito e o tempo não volta...

Me desculpem.
Gostaria muito de escrever coisas lindas, sobre as muitas felicidades de ter um frenchie, mas neste momento, escrevo e me transbordo em lágrimas de tristeza e uma dor que só aumenta.
A morte é mesmo enorme.


Obrigada MESMO pelo carinho de todos vocês em forma de e-mail, recadinho, comentário.