segunda-feira, 4 de maio de 2009

O beagle fluorescente

Nos meus primeiros anos como professora de Genética na universidade, fizemos uma jornada sobre a Engenharia Genética e um dos alunos apresentou o estudo de luminescência em plantas.
Um gene animal que promovia a luminescência era implantado no genoma vegetal e obtinha-se um vegetal fluorescente (explicando a grosso modo).

Pois, agora, os pesquisadores da Universidade Nacional de Seul resolveram implantar o gene da fluorescência em um cãozinho da raça beagle, batizado de RUPPY.
Ruppy fluoresce no escuro...
A justificativa dos cientistas, com este experimento, é que essa técnica poderá auxiliar no tratamento de doenças humanas.
Entretanto, a imprensa deveriaa ser mais específica dizendo que a engenharia genética poderá auxiliar no tratamento das doenças humanas e NÃO a luminescência...



Minha caixa está repleta de e-mails, com várias perguntas sobre o tema:
- Criaram o Ruppy para evitar atropelamento de cães?
- Criaram o Ruppy para os criadores enxergarem os cães no escuro?
- Isso funciona mesmo?
- Como obter um cão fluorescente?

:)

Esqueçam... Ruppy é apenas uma ferramenta de aprendizado para que genes de interesse dos humanos possam ser manipulados!