sábado, 31 de outubro de 2009

As palavras da mamãe de Iv e Sophia

Hoje, ainda sob os efeitos psicológicos do episódio horrível que vivemos aqui em casa, venho fazer um alerta a todos.

O que pensamos ser seguro, não é. Podemos nos surpreender com que menos desconfiamos.
Nossos cães estavam brincando no jardim, habito vespertino diário. O pátio é totalmente cercado por muros e grades e os portões são travados e/ou com cadeados.
Por volta das 18h00min alguém pulou as grades do portão, invadiu nosso jardim e, possivelmente, auxiliado por outra pessoa Iv e Sophia foram levados.
Constatada a falta dos dois, foi registrada a ocorrência na delegacia do bairro. Em seguida iniciamos a divulgação, em clinicas, amigos, net etc.
Através da descrição dos cães e de comentários sobre o furto, uma pessoa anotou a placa de um veículo caro e zero quilômetro de propriedade de um jovem de apenas 19 anos. Essa placa nos levou a um endereço a poucos metros de nossa casa, num bairro de classe média alta.
Chegamos ao endereço às 20h30min. A avó do proprietário do veículo contata no endereço, foi quem nos trouxe os cães. A Sophia foi resgatada do apartamento do jovem no centro de Florianópolis. Duas horas depois o IV foi trazido, também pela avó do jovem. Iv já estava em outro município, Palhoça.

O meio da história vocês, nossos amigos que compartilharam o drama, já sabem.

Comoveu-nos e nos manteve a esperança a forma solidária com que todos se empenharam na divulgação (notificação por telefone imediatamente às clinicas próximas, net, posteriormente fixação de panfletos em Pet Shops e Clinicas Veterinárias, Padarias, Pontos de Ônibus e Táxi, Postos de Gasolina, Notificação de roubo à empresa do microchip dos cães, anúncios em jornais e rádios, alerta em empresas de embarque de carga viva em aeroportos. ). Isso certamente foi crucial para termos nossos pequenos de volta bem como a interferência divina.
Agradecemos também a orientação dos amigos que nos levaram a utilizar todos os meios para intensificar a chance de recuperação de nossos cães.

O que ficou da tragédia vivida:

- A marca da dor
- A certeza e a CONFIANÇA na AMIZADE e nos resultados da UNIÂO.
- A alegria do reencontro.
- O medo, que será eterno.
- A certeza de que sempre há algo mais para fazermos no sentido de reforçar a segurança em nossos lares.
- e a ETERNA GRATIDÂO a todos vocês que estiveram conosco das mais diversas formas durante essas 31 horas de suplicio.

Uma frase já batida e que circula por todos os meios de comunicação se aplica também à violência nas ruas, violência doméstica e uso de drogas cada vez mais comum entre os jovens:

" Nos preocupamos e corremos atrás de reciclagem de lixo, aprendizado sobre uso sustentável dos recursos naturais, proteção de animais etc. Tudo isso no sentido de garantir um planeta para nossos filhos." Diante disso fica a pergunta:

"Que filhos estamos deixando para o nosso planeta?"

Esses filhos não são somente os que geramos. Todos nós temos responsabilidade nesse mundo cada dia mais voltado à individualidade. Podemos mostrar que ainda temos pontos que são capazes de unir pessoas. A solidariedade demonstrada no caso de meus Bulldogs, prova que as pessoas podem ser e são igualmente tocadas.
Pensemos nisso meus amigos.

Um grande abraço

MUITO OBRIGADA A TODOS

Sirley