sábado, 26 de dezembro de 2009

Sobre a vermifugação

Eu faço parte do grupo de pessoas que é a favor do uso racional de fármacos. Quem acompanha este blog, deve saber disso.
Sou contra o abuso de vacinas e à favor de calendários individuais para os pets de acordo com suas necessidades individuais.
Sou à favor do uso ponderado dos corticóides.
Ainda não postei sobre os antibióticos, também prescritos à revelia.

Talvez, o único medicamento que meus cães façam uso rotineiro seja o próprio vermífugo.
Também já fui contra a utilização de vermífugos de maneira "rotineira", mas mudei de opinião.

Os vermes mais comuns que podem parasitar o sistema digestivo do cão são: Toxocara canis, Toxocara cati, Trichuris vulpis, Ancylostoma caninum e Dipylidium caninum.

Os vermes Ancylostoma caninum e Toxocara canis fazem seu ciclo evolutivo passando por vários órgãos e tecidos (fígado, coração, pulmões), num trajeto conhecido como Ciclo de Loss. Durante este percurso, podem causar muitas lesões internas e, até, a morte do cão. Causam, também, a depressão do sistema imune que acaba diminuindo a resposta às vacinas e a resistência do cão às doenças, inclusive pode favorecer a manifestação do demodex canis.

Uma vez instalados no trato digestório, os vermes passam a consumir os nutrientes diretamente da dieta dos cães ou da circulação sanguímea, provocando feridas intestinais, que servem para a penetração constante de agressores.
Há relatos, na literatura científica, que a mucosa intestinal lesada, está mais susceptível à absorção de moléculas alergênicas.

O exame de fezes feito a cada 6 meses, nos cães adultos, pode diagnosticar infestações por vermes. O grande problema é que sempre existe a chance de resultados falso-negativo.
Por isso, a minha opção é vermifugar os cães adultos a cada 6 meses e sempre que retornam de uma exposição.


Estou procurando aqui em casa, mas ainda não encontrei um trabalho realizado onde fizeram a avaliação microbiológica de um parque de uma grande cidade. A contaminação por vermes era inacreditável...
Infelizmente, ainda há muitos que permitem que seus cães façam o nº2 na rua e não catam, não é mesmo?
Portanto, o cuidado com quem passeia com seu au-au em lugares frequentados por outros cães deve ser redobrado!