sábado, 30 de janeiro de 2010

Desvendando os rótulos das rações!

Concentrados protéicos
São alimentos concentrados com um mínimo de 20% de proteína bruta, podendo ser de origem animal, composto basicamente por resíduos industriais de pescados, frigoríficos e abatedouros, ou de origem vegetal, que incluem farinha de glúten de milho, farelo de soja, sêmola de soja, farinha de alfafa, levedura de cerveja, farinha de semente de linhaça e gérmen de trigo. Os alimentos cuja principal fonte de proteínas são os cereais se baseiam geralmente, numa combinação de produtos de soja e farinha de glúten de milho (TEIXEIRA, 1997; CASE et al., 1998).




Farinha de carne e ossos
De acordo com o Regulamento de Inspeção Sanitária de Produtos de Origem Animal (RISPOA, 1997), entende-se por farinha de carne e ossos o subproduto seco e triturado, obtido pelo cozimento a seco, de recortes em geral, aparas, resíduos e limpeza decorrentes de operações nas diversas seções, ligamentos, mucosas, fetos e placentas, orelhas e pontas de caudas, órgãos não comestíveis ou órgãos e carnes rejeitadas pela Inspeção Federal, além de ossos diversos. São proibidos a mistura de pêlos, cerdas, cascos, chifre, sangue, fezes e conteúdo estomacal à matéria-prima destinada ao preparo de farinha de carne e ossos.
O nível de proteína bruta desses subprodutos, que são ricos em cálcio e fósforo, oscila entre 35 a 50%.


Farinha de vísceras de aves
A farinha de vísceras de aves é um produto da cocção de vísceras de aves, sendo permitida a inclusão de pés e cabeças. Não deve conter penas, resíduos de incubatórios e outras matérias estranhas à sua composição, e não deve apresentar contaminação de casca de ovos.


Farelo de glúten de milho
É um subproduto obtido a partir do processamento do milho, por via úmida, após a remoção da maior parte do amido de milho e do xarope, composto por fibras de milho e rico em proteínas solúveis e vitaminas.
Como fonte protéica, o farelo de glúten de milho é relativamente bom, não sendo, entretanto comparável aos ingredientes protéicos de alta qualidade de origem animal.


Concentrados energéticos
São alimentos concentrados que possuem menos de 20% de proteína bruta.
Podem ser de origem animal (sebos e gordura animal) e de origem vegetal, geralmente cereais (FERRREIRA et al., 1997)
Os carboidratos constituem a principal fonte de energia para muitas funções corporais e são necessários para o metabolismo de outros ingredientes, sendo os compostos orgânicos mais abundantes na natureza, principalmente como componentes dos vegetais.


Milho
A digestibilidade do milho pode ser influenciada pela sua composição e forma física, interação proteína-amido, pela integridade celular das unidades que contêm amido, fatores antinutricionais e forma física da ração ou material alimentar. O processamento pelo calor promove a desorganização da estrutura cristalina do grânulo de amido facilitando a ação da enzima amilase e conseqüentemente aumentando a digestibilidade.


Quirera de arroz
É mais pobre que o milho em proteína bruta, possuindo cerca de 6,5% descascado, e 8%, quando com casca.

FONTE: Avaliação de Digestibilidade e Valores Energéticos de Alguns Ingredientes para Rações de Cães (Canis familiaris) - William Vicente Silva



Carne Mecanicamente Separada (CMS)
São os fragmentos de carne que saem quando peças como pescoço de frango e dorso de frango (a "carcaça" ou "costela") são prensados em máquinas. Assim se separa a carne dos ossos. Essa carne é considerada de baixa qualidade e muito gordurosa.
Na preensão, acaba saindo parte da gordura dos ossos e da medula. É carne de quinta, usada para fazer embutidos. Salsicha "boa", por exemplo, só pode conter até 40 ou 60% de CMS (carne mecanicamente separada). Salsichas de segunda linha podem conter mais. E é justamente por isso que quando consumimos essas salsichas sentimos aquela textura arenosa. É a CMS em grande quantidade.

FONTE: Sylvia Angélico



Farinha de penas e vísceras (FPV)
É o produto resultante da cocção, sob pressão, de penas limpas e não decompostas, bem como vísceras de aves abatidas. É permitida a participação de carcaças, desde que a sua inclusão não altere significativamente a composição estipulada.


Farinha de penas hidrolisadas (FP)
É o produto resultante da cocção, sob pressão, de penas limpas e não decompostas, obtidas no abate de aves.


Farinha de vísceras (FV)
É o produto resultante da cocção de vísceras de aves, sendo permitida a inclusão de cabeças e pés. Não deve conter penas e, resíduos de incubatórios e outras matérias estranhas à sua composição. Não deve apresentar contaminação com casca de ovo. Na definição da Farmland (2001) na farinha de vísceras é permitida a inclusão
de todas a partes resultantes do abate, inclusive ovos não desenvolvidos, mas não é permitida a inclusão de penas, cuja inclusão caracteriza adulteração.


Farinha de carne (FC)
É o produto oriundo do processamento industrial de tecidos animais. São especificados 5 tipos de FC com base na PB (35, 40, 45, 50 e 55% de PB).
A farinha de carne é obtida semelhante a FCO, mas o nível de fósforo será não superior a 4%.


Farinha de ossos (FO)
É o produto obtido após a moagem e calcinação de ossos.


Farinha de ossos autoclavada (FOA)
É o produto seco e moído, obtido de ossos não decompostos e submetidos a tratamento térmico em autoclave.


Farinha de sangue (FS)
É o produto resultante do processo de cozimento e secagem do sangue fresco.

FONTE: http://www.fiesp.com.br/sindicato/sincobesp_08/dowloads/notas/cbna_2001_farinhas.pdf



Arroz quebrado
São os grãos lesionados por inúmeros microcanais. Esses microcanais, na verdade são "túneis" de escavação feitos por micro ácaros dos grãos de arroz. Durante o processamento esses ácaros morrem, porém a proteína de seus corpos permanece e é um dos principais alergenos que podem causar problemas dérmicos nos cães.

FONTE: Dr. Régis Ribeiro