terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rompendo paradigmas antigos sobre vacinação de cães

Há algum tempo eu "achei" essa página e "salvei". Guardei tão bem guardada, em meu computador, que só consegui achar hoje, quando resolvi fazer uma limpa nos arquivos!

O protocolo da Dra. Jean Dodds é simples e eficaz. Nós, aqui, já o seguimos, acrescentando, também, a vacina contra leishmaniose.

O texto disposto aqui é uma tradução desta página.



CALENDÁRIO VACINAL RECOMENDADO PELA DRA. JEAN DODDS

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Vacinas não recomendadas para cães

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Há dois tipos de vacinas: vacinas com vírus vivos modificados (MLV) e vacinas com vírus mortos.

Calendário vacinal

Há muita controversa acerca dos calendários de imunização, especialmente com a ampla disponibilidade de vacinas com vírus vivos modificados (MLV) e as experiencias de reações pós-vacinas que muitos criadores enfrentaram, utilizando essas vacinas. Também é importante não começar um programa de vacinação enquanto os anticorpos maternos ainda estão circulantes e presentes no filhote, advindos do colostro da mãe. Os anticorpos maternos identificam as vacinas e os organismos infecciosos da mesma maneira, destruindo-os antes que possam estimular uma resposta imune.

Muitos criadores e proprietários têm procurado um programa de seguro de imunização.



Vacinas com vírus vivos modificados (MLV)

Vacinas com vírus vivos modificados possuem cepas "enfraquecidas" do agente causador da doença. O "enfraquecimento" do agente é normalmente realizado por meio químico ou através da engenharia genética. Essas vacinas replicam dentro do hospedeiro, aumentando assim a quantidade de material disponível para provocar uma resposta imune sem provocar a doença clínica. Esta estimulação provoca uma resposta vigorosa do sistema imune. Além disso, a imunidade conferida por uma vacina viva modificada desenvolve-se bastante rapidamente e uma vez que eles imitam a infecção com o agente da doença real, proporciona uma ótima resposta imune.



Vacinas inativadas (mortas)

As vacinas inativadas contem os agentes causadores da doença mortos. Como o agente está morto, a vacina é muito mais estável e tem uma vida útil mais longa, não há possibilidade de reverter a virulência e não se propagarão a partir do animal vacinado para outros animais. Também é segura para animais gestantes (o feto em desenvolvimento pode vir a ser prejudicado por alguns dos agentes da doença, embora atenuada, presente na formulação de vacinas atenuadas). Embora seja sempre necessária mais do que uma dose e a duração da imunidade seja, geralmente, mais curta, as vacinas inativadas podem ganhar importância nesta época de proliferação de retrovírus e infecções por herpes e preocupações com a segurança na utilização dos microorganismos geneticamente modificados. As vacinas inativadas disponíveis para uso em cães incluem raiva, parvovirose canina, coronavírus canino, etc.




W. Jean Dodds, DVM
HEMOPET
938 Stanford Street
Santa Monica, CA 90403
310/ 828-4804
fax: 310/ 828-8251


Nota: Este calendário é o que eu recomendo e não deve ser interpretado no sentido de que outros protocolos recomendados por um veterinário seria menos satisfatórios. É uma questão de julgamento profissional e escolha. Para raças ou famílias de cães suscetíveis ou afetadas com disfunção imune, doença imunomediada, reações imunes associadas com a vacinação ou doença endócrina auto-imune (tireoidite, Addison ou doença de Cushing, diabetes, etc) o protocolo acima é recomendado .

Após 1 ano, faça a titulação sérica de anticorpos específicos contra agentes infecciosos de cães, como cinomose e parvovirose. Isto é especialmente recomendado para os animais que tenham sofrido de reações adversas à vacina ou de raças com maior risco para tais reações (por exemplo, Weimaraner, Akita, American Eskimo, Great Dane).

Outra alternativa à vacinação de reforço é nosodes homeopáticos. Essa opção é considerada um tratamento não convencional, que não tem eficácia científica comprovada. Um estudo controlado com nosodes da parvovirose não protegeu adequadamente filhotes em condições de desafio. No entanto, dados da Europa e da experiência clínica na América do Norte suportam a sua utilização. Se seu veterinário optar por nosodes homeopáticos, seus clientes devem ser esclarecidos e um consentimento formal deve ser fornecido.

Eu utilizo apenas vacinas com vírus mortos para vacinas antirrábicas e faço a aplicação com 3-4 semanas de diferença entre outras aplicações de vacinas. Em alguns estados da América do Norte, a titulação substitui a vacinação, quanto aos aspectos legais.

Eu NÃO uso vacinas contra Bordetella, coronavírus, leptospirose ou Lyme a menos que estas doenças sejam endêmicas no local onde o cão vive. Além do mais, as vacionas licenciadas contra leptospirose não contém os sorovares que causam a maioria da leptospirose clínica hoje.

Eu não recomendo vacinar cadelas durante o cio, gestação ou aleitamento.

W. Jean Dodds, DVM
HEMOPET

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