sábado, 13 de março de 2010

Escolhendo uma raça: coisas que importam



"Eu vivo sozinha em casa, então, quero um bom cão de companhia."
- "Sim, senhora."
"Mas não quero um que irá me manter acordada à noite, latindo por nada."  
- "Não, senhora."
"Ele deve ser muito forte, muito forte, mas, gentil como um cordeiro conosco, você sabe."
- "Sim, senhora."
"Ele deve espantar todo vagabundo que se aproxima da casa."
- "Sim, senhora."
"Mas, evidentemente, ele não deve interferir com qualquer pessoa honesta que aparecer."
- "Não, senhora."
"Se um ladrão vier, o cão deve atacá-lo imediatamente, é claro."
- "Sim, senhora."
"Mas deve saber diferenciar os amigos que chegam para me visitar."
- "Sim, senhora."
"Agora, você vai mostrar-me um cão adequado?"
- "Bem, senhora, não creio que eu tenho esse tipo aqui, senhora."
- "Oh, sim, eu tenho certeza que você deve ter. Eu não sou tão especial  e você tem cães adoráveis. Qual você me recomenda?"  
- "Bem, minha senhora, o que você quer é um desses que sabem ler pensamentos e eu não crio este tipo."



Fonte: The Practical Dog Book. UK, 1930



“There are only two tragedies in life: one is not getting what one wants, and the other is getting it.”
  Oscar Wilde