sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A ética do cachorro

Por aqui, aconteceu um fato que me tocou profundamente.
Todos os dias de manhã, quando abro os crates para que os frenchies saiam, eles correm para fora e começam a bagunça, pilhadões - só depois acalmam. É a nossa rotina.

Neste dia, abri as caixas e todos sairam, exceto o Tigre, que permaneceu me olhando.

- Vem, Tigrão!

Ele saiu do crate, completamente constrangido, não fez festa, se colocou de costas para mim, em um canto da parede - olhando para a parede - e assim ficou, imóvel.

Eu não entendi nada, por um segundo, até passou pela minha cabeça que ele estava doente, então fui ver o que tinha dentro da sua caixa. Pasmem... parecia que ele estava com vergonha, porque tinha feito cocô lá dentro.
Meu coração despedaçou quando o vi envergonhado.

Enquanto não lavei a caixa, ele não parou de encarar o cantinho da parede.
O mais incrível é que todos os outros frenchies, durante estes momentos, foram solidários ao seu sofrimento. Permaneceram quietos, nos observando, até que o meu trabalho de limpeza fosse concluído.

A ética canina refere-se muito mais a ser incondicionalmente leal e companheiro com os humanos. Eles também são assim entre os seus semelhantes e ensinam essas lições aos pequenos filhotes, principalmente, durante o período de socialização.

A reportagem "A ética do cachorro" é imperdível e aborda as adoráveis sutilezas da interação entre estes animais a-d-o-r-á-v-e-i-s!